domingo, 31 de maio de 2009

"Tercetos secretos"

Há filmes que podem não ser os melhores do Mundo, mas marcam. Há filmes que podem não transmitir nada no primeiro instante, mas depois revelam-se um espelho da nossa alma.
Há filmes....há filmes assim-assim, e hoje vi um desses.
Não sei como alguém deixa que a vida lhe passe pela janela, ou como alguém veja que a linha a ser seguida não é a certa, mas mesmo assim deixa-se ir....
Não gosto de entender aqueles que permitem que a vida seja vista de fora, e não de dentro, cá de dentro! Sinto-me sufocada quando penso nas pessoas que estão sentadas à espera que a vida aconteça, que a flor cresca, que o rio corra, que o corpo ande, que o carro circule....Não gosto de pensar que deixo os meus cachos por aí...assim-assim.
Estranho seria se tudo fosse tão fácil, ou tão eficaz, ou tão presente. Errado seria se tudo fosse apenas sorrisos e amores, odios e paixões, cores e horrores...acho que os meu cachos são rebeldes por isso....
Estar sentada na plateia é um caminho algo facil e tentador e que em tudo pode parece o mais correto...talvez seja, talvez não. Ficar na sombra pode sim enobrecer alguem, mas não é muito melhor ser o protagonista da própria vida? Assim-Assim...acham eles.
É preciso saber fazer as escolhas certas, todos dizem, mas é nas erradas que crescemos, que aprendemos a sobreviver. É nas escolhas mais dificeis, mais inusitadas que aprendemos a ser protagonistas da nossa própria história. É bom às vezes parar à sombra, esconder-nos atrás da nossa imagem, dos nossos medos, das nossas gargalhadas, mas é também bom ouvir as palmas, chegar ao centro e dizer “Estou aqui e sou a protagonista desta história”.

Afinal “Budapeste” foi uma lição de vida....

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Bem que se quis...

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer..


(mais um vício...)

Marisa Monte

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A "dita cuja" que não me larga...

Desde pequena que sei o que significa começar a espirrar, ou a tossir..."aí vem asma, não é Dicha?"...pois é.
Desde pequena que sei que são 3 dias de canja, de leite quente (que detesto mais do que acordar cedo), de ribena, de mimos apenas da mae (pq mais ninguem me consegue "aturar" ou chegar perto). Também sei que a tosse vem logo no dia seguinte e que os meus pulmões se fecham e asma insiste e persiste.
É isso...fico carente quando estou doente. Há poucas coisas tão chatas como cozinhar quando se está assim, ou querer um copo cheio de Ribena (pq só isso me faz bem) e não ter a mummy a faze-lo a cada hora...e vestir roupinha para sair de casa? E lavar o cabelo? E arrumar a casa?
Mãe..onde estás tu?
Bom, uma coisa boa aprendi...
Aprendi a lidar com gente quando estou doente (coisa que era muito rara), aprendi que não posso depender de ninguem, e que se tenho fome tenho que levantar o corpinho mole e fazer. Percebi que afinal até consigo viver sem Ribena, e acima de tudo que sei me cuidar bem...
Mas.......dava tudo por uns miminhos da mamã....vens?!
Acho que amanhã vou pedir à mãe adoptiva para me dar de comer :)
*

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Som nos Cachos

Divagar por momentos, ou dias, ou tempos é sempre uma história divertida.
Há algum tempo que não me vejo na tela deste computador. Poemas saem faceis e ligeiros, profundos, doces, amargos...mas sempre saem, agora prosa é sempre um momento de pura distração, ou simplesmente de pura espontaneidade.
Hoje é um dia assim...Memórias, sorrisos, mensagens, conversas, passeios, histórias, saudades, amores, tristezas.....são tantas as coisas que não sei bem por onde começar.
O que sei é que é bom sentir cócegas na alma, nos labios, nos cachos...é bom também não ter mais aulas, é agradávell saber que conquistei mais um degrau...
Não confesso nada, não conto nada, apenas escrevo...mostro o que é ser a Cláudia.
Sou tantas pessoas...a Cláudia, aprendi a ser a Regina, sempre fui a Dicha, adoro ser a Portuga, jamais esquecerei a Piggy Wiggy ou a Beijokeiga, sei ser a Survivor ou a Deusa, gosto de relembrar a Xuxu e a Traquina...sou eu, fui assim...sou assim, vivo assim.
Divagações à parte, sei que não parti sozinha e sei também que volto acompanhada.

E eis aqui mais um “Diário de uma impulsividade”
Prometo mais nos próximos dias...
Divagar é bom e faz bem ao meu sorriso.